Em entrevista para o programa “60 Minutes”, do canal CBSNews, presidente Trump reafirma a boa relação com Kim Jong Un, fala da morte do jornalista, mas não especifica penalizações.

O furacão Michael, uma poderosa tempestade que chegou aos Estados Unidos nos últimos 25 anos, deu o mote para a entrevista de Donald Trump no programa televisivo “6o Minutes”, do canal CBSNews.

A conversa passou pelas alterações climáticas, a boa relação com Kim Jong Un, a má relação com a União Europeia e a morte do jornalista saudita.

O presidente dos EUA diz que não nega que as alterações climáticas possam acontecer, mas afirma que são reversíveis e que não pode ter a certeza que o homem tenha uma influência no processo. Para Donald Trump, admitir a existência de alterações climáticas provocadas pelo homem, significa perder biliões de dólares e milhões de empregos.

Donald Trump diz que ficaria zangado se se viesse a confirmar que a ordem para matar o colunista do jornal The Washington Post tivesse sido dada pelo príncipe saudita. Se isto se viesse a verificar Trump diz que tem de haver uma punição severa, mas não confirma a imposição de sanções, quando questionado pela jornalista.

O presidente prefere dizer que não quer prejudicar as empresas norte-americanas que estão a fornecer equipamento militar à Arábia Saudita, mas que há formas de punir. Sobre que medidas seriam essas, Donald Trump não deu uma resposta clara.

Quando se fala em confiança e relações, nenhuma parece ser melhor que a que tem com Kim Jong Un.

“Confio nele. Sim, confio nele. O que não quer dizer que não se venha a mostrar que estou errado.”

O presidente norte-americano enaltece o facto de, antes de assumir a presidência, o país estar prestes a entrar em guerra com a Coreia do Norte e agora já não se falar em guerra, e de o presidente norte-coreano se ter comprometido a acabar com as armas nucleares.

“Ele não quer entrar em guerra. E nós não queremos entrar em guerra. E ele entende a desnuclearização e concordou com isso.”

A relação com o presidente chinês, Xi Jinping, também é vista como boa por Donald Trump, apesar das restrições que o presidente norte-americano tem imposto aos produtos com origem na China. Trump nega estar em guerra com o país asiático. Admite que chegou a falar em batalha, mas minimiza-o para apenas um conflito que vai vencer.

A relação com Vladimir Putin não é tão clara.

Donald Trump assume que provavelmente o presidente russo está envolvido nos envenenamentos no Reino Unido, mas não se quer envolver num assunto que não se passou no seu país. E sobre a possibilidade de a Rússia ter influenciado as eleições de 2016, apressa-se a dizer que a China também terá feito alguma coisa. Às acusações da jornalista de não fazer críticas publicamente a Vladimir Putin, Trump responde que tem sido duro com ele.

“Penso que tenho sido duro com ele pessoalmente. Tive uma reunião com ele. Nós os dois. Foi uma reunião muito dura e foi uma reunião muito boa.”

“Temos relações maravilhosas com muitas pessoas”, diz Donald Trump. Mas não com a Europa. O presidente norte-americano chega mesmo a questionar o que é um aliado.

“Ninguém nos trata pior do que a União Europeia. A União Europeia foi criada para terem vantagens sobre nós no comércio e é isso que tem feito.”

Isto não quer dizer que as alianças internacionais vão ser quebradas, até porque o presidente admite gostar da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), só não aceita que sejam os Estados Unidos a pagar a proteção da Europa.  O Presidente completa – “Estarei sempre lá com a NATO, mas eles têm de pagar o caminho deles.”