Descamações podem ser confundidas com dermatite seborreica, infecção crônica que atinge grande parte da população

Por trás dos floquinhos brancos que aparecem no couro cabeludo – as chamadas caspas –, pode existir uma alteração inflamatória crônica que afeta grande parte da população. A dermatite seborreica é uma doença que está ligada à produção excessiva de óleo pelas glândulas sebáceas do corpo e à presença do fungo Pityrosporum ovale.

Ao contrário da crença popular, a dermatite e a caspa não são exatamente a mesma coisa. A dermatite seborreica é caracterizada pela presença de vermelhidão na pele, pela coceira e pela já conhecida descamação. Estes sinais não são exclusivos do couro cabeludo. Eles também podem aparecer nas regiões das narinas, dobras de pele, sobrancelhas, barba e até abaixo dos seios.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, estima-se que de 2 a 5% da população experimente desta infecção em alguma fase da vida. Os bebês também são acometidos pela dermatite seborreica. A chamada crosta láctea se manifesta na região do couro cabeludo e das fraudas, através de uma crosta gordurosa.

A dermatologista e especialista em medicina capilar, Luciana Passoni, conta que a dermatite seborreica é, muitas vezes, confundida com uma simples descamação de pele. “A caspa comum pode ocorrer por conta de excesso de condicionador, de alta exposição do couro cabeludo ao sol etc. Mas a dermatite seborreica é uma infecção e precisa ser tratada”, explica a Dra. Luciana.

A dermatite seborreica ainda não possui uma causa expressamente definida, mas pode estar ligada a tendências próprias da derme, à presença do fungo Pityrosporum ovale e fatores emocionais. “Ela não é uma doença desencadeada pela alergia e também não é contagiosa”, destaca Passoni.

É importante ressaltar que este tipo de infecção é crônico, ou seja, irá reaparecer ao longo da vida. Contudo, existem diversos meios de controla-la e de amenizar os sintomas. “O tratamento pode ser feito através de shampoos, pomadas e
cremes, mas a indicação é específica, de acordo com o diagnóstico de cada
paciente”, relata a especialista.