POR PAULA TOOTHS

Desde 2014, a China opera campos na região autônoma de Xinjiang Uyghur, onde há rumores de que cerca de dois milhões de muçulmanos foram detidos para fins de reeducação. O governo chinês negou qualquer maltrato ao povo muçulmano mantido na região, mas continuam a surgir relatórios sugerindo a tortura e os maus-tratos às pessoas ali detidas.

Muitos campos parecem operar fora do processo legal, com relatos de muçulmanos detidos sem julgamento e submetidos a regimes brutais, enquanto o governo descarta esses relatórios afirmando que eles estão apenas tomando medidas para impedir o terrorismo no país.

Em 2019, os embaixadores das Nações Unidas, incluindo países como EUA, Austrália, Canadá e França, para citar alguns, escreveram uma carta aos chineses condenando a detenção em massa dos muçulmanos que solicitam o fechamento dos campos.

Em uma série de eventos, eles publicaram uma carta de vários outros países, incluindo Rússia, Arábia Saudita, Coreia do Norte e Sudão, são alguns que elogiaram a China pelos mesmos campos e apoiaram as práticas que os chineses estão implementando.

Os campos continuam a funcionar e, embora os relatórios sejam escassos, não vemos nenhuma solução tão cedo.