Cenário de reformas econômicas e taxa Selic em baixa histórica tornam o mercado de ações ideal para investimentos. Ainda assim, é preciso ter cuidados e estratégia.

*Dino - Visibilidade Online
Brasil, Janeiro/2020Comprar uma pequena parte de uma empresa renomada, tornar-se sócio e receber dividendos e participação nos lucros. Para muitos, isto é algo inimaginável. Contudo, trata-se de algo muito mais tangível do que boa parte da população pensa: basta investir em ações.

Por mais que esta opção de investimento tenha ganhado notoriedade mais recentemente – graças à estreia de corporações famosas globalmente neste mercado, como a Uber – existem apenas 1 milhão de pessoas físicas na Bolsa de Valores brasileira, menos de meio por cento da população do país. Em nações como China e Estados Unidos, o índice pode chegar a 30%.

De acordo com especialistas, o investimento favorito do brasileiro ainda é um dos mais conservadores: a poupança. Além disso, existe a crença de que o mercado de ações só está aberto a pessoas com muito dinheiro disponível para investir – o que, na realidade, não procede. Consequentemente, uma fatia considerável do público se mantém afastada da bolsa.

Contexto econômico brasileiro torna ações mais atraentes

A Bolsa de Valores brasileira só atingiu a marca de um milhão de investidores pessoas físicas com uma campanha capitaneada pelo então presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho. A ideia era mostrar o mercado como algo ao alcance de todos.

Além disso, economistas apontam que o atual contexto do país criou uma espécie de tempestade perfeita para investir em ações. Em primeiro lugar, a aprovação da reforma da previdência tende a reduzir os valores pagos a aposentados e pensionistas, tornando a criação de um colchão financeiro próprio ainda mais importante. Ao mesmo tempo, a taxa Selic está em 4,5% ao ano, uma baixa histórica. Na prática, isto significa que investimentos conservadores – muito populares entre os brasileiros -, como a poupança e o Tesouro Direto, estão com rendimentos igualmente baixos, fazendo com que o dinheiro aplicado neles aumente em uma proporção muito aquém da ideal.

A boa notícia é que, atualmente, o investimento em ações é algo muito mais simples do que era há alguns anos. Graças à tecnologia, é possível desde montar sua carteira sem sair de casa até terceirizar a compra de ativos, deixando-a nas mãos de um profissional do mercado financeiro.

É possível investir sem sair de casa

Hoje, muitas pessoas compram ações na Bolsa de Valores por meio do Home Broker , um sistema que permite a compra e a venda de ativos por meio da internet, sem a necessidade de comparecer pessoalmente à bolsa. Basta se cadastrar e responder a um questionário que verifica o seu perfil como investidor (conservador, moderado ou agressivo).

Vale a pena lembrar que, por mais que o mercado de ações proporcione boas perspectivas de ganhos, ele é volátil. Ou seja: de um dia ao outro, os ativos podem perder grande parte do seu valor, seja por crises com a empresa, ações governamentais ou desequilíbrio entre oferta e demanda. Portanto, a menos que o investidor tenha um perfil mais agressivo, vale a pena manter parte da carteira em produtos mais conservadores – ou seja, com rendimentos e riscos menores -, como o Tesouro Direto.

É preciso ter um objetivo – e uma estratégia para atingi-lo

As oscilações na Bolsa de Valores fazem com que ela seja um investimento ideal para o médio ou longo prazos. Por exemplo: caso uma pessoa pretenda conseguir o valor necessário para comprar um imóvel daqui a cinco anos, as ações são uma boa opção. Por esta razão, antes de aplicar dinheiro em ações, é muito importante ter um objetivo em mente, de modo a traçar uma estratégia para chegar até ele.

Diversificação é fundamental

Diversificar seus investimentos entre vários produtos (poupança, Tesouro Direto, ações, etc.) é sempre importante. Entretanto, poucos consideram diversificar a própria carteira de ações. De acordo com especialistas, é interessante manter ativos tanto de companhias que são apostas mais seguras, como as do ramo de energia, quanto daquelas que oferecem mais risco, como start ups que acabam de chegar ao mercado.

No caso destas últimas, é preciso considerar que o retorno do investimento pode demorar a chegar. Por exemplo: a gigante do varejo Amazon abriu seu capital social antes de ser lucrativa. Quem aceitou correr o risco naquela época colhe os lucros hoje.

 

Investidores iniciantes podem terceirizar montagem da carteira

Atualmente, investidores iniciantes não precisam quebrar a cabeça para montar a carteira de investimentos ideal: é possível terceirizar a tarefa. Nestes casos, o mais indicado é optar por um fundo, administrado por profissionais especialistas no mercado de ações. A câmbio de uma porcentagem nos rendimentos, ele acompanhará os rendimentos dos ativos comprados, sabendo quanto vendê-los e quando adquirir novos, mantendo a rentabilidade do investimento do cliente.

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