O produtor de cinema Harvey Weinstein contratou um “conselheiro de presos” antes de ter sido condenado na última segunda-feira por dois crimes sexuais, um dos quais por abuso em terceiro grau, para ajudá-lo a preparar-se para uma possível pena de prisão.

De acordo com o jornal New York Post, Weinstein, que tem previsto receber uma pena mínima de cinco anos de prisão, contratou um profissional para aprender a receber assistência médica na prisão, segundo a porta-voz Juda Engerlmayer, que detalhou que o seu cliente é diabético e tem problemas nas costas.

Entretanto, o advogado de Weinstein, Arthur Aidala, visitou o produtor esta terça-feira no Hospital Bellevue, em Manhattan, onde foi internado na segunda à tarde por hipertensão arterial e palpitações cardíacas.

Aidala afirmou que ainda não se sabe quando o cliente será levado para a prisão de Rikers Island, em Nova Iorque, onde permanecerá até à sentença, que será divulgada a 11 de março, mas disse que provavelmente receberá visitas de amigos e familiares no hospital.

“Ele está entusiasmado em continuar a sua luta”, declarou o advogado, que também falou com o produtor de cinema sobre os esforços para sair da prisão o mais rápido possível.

Weinstein, de 67 anos, foi absolvido da acusação de abuso sexual em primeiro grau. Com isso, escapou da possibilidade de prisão perpétua e pode receber um máximo de 29 anos de detenção.

O júri considerou-o culpado pelo ato sexual criminoso em primeiro grau, cometido contra a assistente de produção Mimi Haley em 2006; e de abuso sexual em terceiro grau, em que não há consentimento mas não há uso de força, contra a atriz Jessica Mann em 2013.

Fonte: EFE