Nos Estados Unidos da América as consequências do novo coronavírus está a deixar milhões no desemprego. Como avança o The New York Times, 6,6 milhões de pessoas declararam que estão sem emprego para poder receber apoios apenas na última semana, o mesmo número do que o da semana anterior. Para incentivar a economia, a Reserva Federal anunciou que vai disponibilizar 2,3 biliões [milhões de milhões] de dólares (cerca de 2,1 biliões de euros) para ajudar as empresas e governos locais.

Ao todo, em apenas três semanas, a pandemia já deixou desempregados no país 16,6 milhões de americanos que meterem os papéis para ter o respetivo subsídio. São 9 desempregados por segundo. De acordo com especialistas económicos citados pelo mesmo jornal, qualquer análise sobre o que vai acontecer ao mercado é “uma adivinha”, porque nunca se viu nada assim. Há analistas que afirmam que, até ao final de abril, o número de desempregados vai continuar a subir e chegar a 20 milhões.

Para colmatar este efeitos a Reserva Federal já avança que pode comprar títulos de dívida estatais e de empresas para evitar que a economia afunde. Além disso, vai ser aberto um programa de crédito para médias empresas que não puderam candidatar-se aos primeiros apoios direcionados para pequenos negócios. “O papel do Fed[diminutivo inglês para Reserva Federal] é proporcionar o máximo de alívio e estabilidade possível durante este período de atividade económica restrita”, assumiu Jerome H. Powell, responsável por esta entidade.

Este banco central vai comprar empréstimos até 600 mil milhões de dólares através do Programa de Empréstimos Main Street, com o departamento do Tesouro a entrar com 75 mil milhões de reserva. Este esforço, escreve o mesmo jornal, vai permitir conceder empréstimos de quatro anos para empresas que empregam até 10 mil trabalhadores ou que tenham menos de 2,5 mil milhões de dólares de receitas. Os bancos serão os responsáveis por conceder os empréstimos e vão reter uma participação de 5%. Contudo, o restante será vendido à Reserva Federal.

Como conta o Financial Times, além destes novos mecanismos de empréstimos, o Fed já confirmou que vai também facilitar e aumentar os mercados de crédito, esta é uma medida que é feita desde a crise de 2008.

Fonte: NYT/ FT/ Observer