O plano chama-se “Abrir a América novamente” e foi explicado na noite desta quinta-feira pelo Presidente norte-americano. Considerando que manter o país fechado “não é uma solução sustentável”, Donald Trump anunciou: “Vamos abrir o nosso país. Os americanos querem que aconteça”.

E vai acontecer em três fases. “Não vamos abrir tudo ao mesmo tempo”, disse ainda, garantindo que vai dar um passo de cada vez. Mais: “Alguns estados vão poder abrir mais cedo do que outros”. Trump adiantou também que os governadores poderão tomar decisões com base nas necessidades do respetivo estado. “Se eles [os estados] precisarem de continuar fechados, iremos permitir que o façam. Se eles acharem que é hora de reabrir, iremos dar-lhes a liberdade e orientação para o fazer”, disse.

O plano é simples. Se o número de infeções estiver a diminuir durante duas semanas, o estado avança para a fase um. Se nas duas semanas seguintes continuar a diminuir, avança para a fase dois. E se, por fim, o número de casos continuar a diminuir nas duas semanas que seguem avançam para a fase três.

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Do regresso ao trabalho faseado à abertura dos ginásios — o que muda na primeira fase

A população no geral: todos grupos de risco devem continuar isolados — a ideia é que os primeiros cidadãos a sair de casa sejam os mais saudáveis. Em público, devem manter-se a distância social máxima, de cerca de dois metros e devem evitar estar em locais com mais de 10 pessoas. As viagens não essenciais também devem ser excluídas.

Os trabalhadores: manter o teletrabalho sempre que possível. Os trabalhadores devem regressar de forma faseada e progressiva. Primeiro 20%, depois 25% e assim sucessivamente. Também os trabalhadores devem evitar viagens não essenciais e as empresas devem manter fechados espaços onde os funcionários normalmente se aglomeram e interagem. Para a população vulnerável que, mesmo assim, tem de trabalhar, deve ser considerada a hipótese de haver espaços destinados a estes funcionários.

Os estabelecimentos: as escolas continuam fechadas, enquanto que as visitas em hospitais e lares permanecem proibida. Restaurantes, cinemas, estádios e outros espaços alargados só podem reabrir se tiverem protocolos rigorosos de distanciamento. O mesmo se diga dos ginásios que também só poderão reabrir com regras restritas de distância social e higiene. Já os bares continuam fechados.

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Da possibilidade de fazer viagens à abertura de escolas — o que muda na segunda fase

A população no geral: mesmo nesta fase, todos grupos de risco devem continuar isolados. Em público, devem continuar a manter-se a distância social máxima, evitar estar em locais com mais de 50 pessoas (ao contrários das 10 pessoas da primeira fase). Mas a viagens não essenciais já podem voltar a ser feitas.

Os trabalhadores: o teletrabalho deve continuar a ser mantido sempre que possível e os espaços onde os funcionários normalmente se juntam e interagem devem continuar fechados. O mesmo com os espaços destinados à população vulnerável que tem de continuar a trabalhar. Tal com a população em geral, também os trabalhadores poderão realizar viagens não essenciais.

Os estabelecimentos. As escolas poderão reabrir mas as visitas em hospitais e lares permanecerão proibidas. Os protocolos de distanciamento em restaurantes, cinemas, estádios e outros espaços alargados passarão a ser mais moderados e os bares poderão reabrir com um limite de lotação máxima reduzido. Os ginásios devem continuar a seguir regras restritas de distância social e higiene.

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O novo normal até à vacina — como será a terceira fase

As restrições serão levantadas mas os cidadãos devem continuar a seguir regras de distanciamento social e de higiene. A população mais vulnerável também poderá sair de casa, mas deve evitar estar em sítios onde não é possível manter a distância. Mesmo a população saudável deve evitar multidões. Deixam também de haver restrições para as empresas e para os seus trabalhadores. Os protocolos de distância social devem continuar a ser mantidos em restaurantes, cinemas, estádios e outros espaços alargados, bem como nos ginásios. Os bares podem alargar o limite de lotação.