Os Estados Unidos registraram a maior taxa de desemprego na história recente do índice, que remonta a 1948. O nível de desocupação saltou de 4,4% em março para 14,7% em abril, o equivalente à eliminação de 20,5 milhões de postos de trabalho, segundo dados do Departamento de Estatísticas de Emprego do país.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (08/05) ficaram um pouco abaixo da expectativa de especialistas. Por questões metodológicas, eles não refletem totalmente os danos econômicos causados pela pandemia do vírus Sars-Cov-2 na segunda metade do mês, quando ocorreu o maior número de fechamentos. Portanto a cifra real provavelmente é maior.

Além disso, o Departamento de Trabalho informou que alguns dos trabalhadores foram erroneamente computados no relatório como “empregados”, em vez de “dispensados”. Se tivessem sido devidamente classificados, a taxa de desemprego seria quase cinco pontos percentuais mais elevada.

Ao ser informado diante de câmeras de TV sobre os dados de desemprego, durante uma entrevista ao canal Fox News, o presidente americano, Donald Trump, minimizou a alta como “totalmente esperada, não é surpresa”. Quanto à economia, prometeu “trazê-la de volta”.

Mais de 33 milhões de cidadãos americanos pediram auxílio-desemprego desde meados de março, quando a pandemia causou a paralisação de diversos segmentos da economia, sendo o setor de lazer e hospitalidade o primeiro e mais afetado. Não está claro até que ponto a perda de vagas de trabalho será apenas temporária.

A Casa Branca já alertou que o desemprego pode alcançar 20% até junho, equivalente a alguns dos piores números registrados durante a Grande Depressão, nos anos 1930, quando a taxa chegou a 25%. Em 2009, em meio à crise financeira global, a máxima registrada foi de 10%.

Antes da pandemia, mais de 150 milhões de americanos estavam empregados, e a taxa de desemprego registrava níveis historicamente baixos. Alguns estados já tomaram medidas para permitir que as empresas voltem a funcionar, e a Casa Branca está dirigindo suas políticas no sentido de uma reabertura da economia o mais breve possível.

Fonte: DW