O surgimento de novos focos de contágio do coronavírus SARS-CoV-2, como o recentemente identificado num grande mercado em Pequim, não significa necessariamente que a pandemia está a entrar numa segunda vaga, ressaltaram especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) esta sexta-feira.

“Às vezes há casos esporádicos que, ao serem investigados, levam a novos focos, como eventos de contágio em massa em ambientes fechados. É preciso monitorizar para evitar um segundo pico de infeções e voltar a ter que recorrer a confinamentos”, disse Mike Ryan, diretor de Emergências da OMS.

Ryan destacou que novos focos como os que foram identificados na Alemanha, Singapura, China e Coreia do Sul, entre outros países, “não são uma segunda vaga”, pois não têm uma transmissão comunitária generalizada, a fase mais grave de uma epidemia.

“É preciso mostrar habilidade e rapidez para usar os dados desses focos de contágio, fazer diagnósticos e acompanhar casos, além de adotar o distanciamento físico, para que se interrompa o menos possível a vida social”, explicou.

Ryan acrescentou que quando há um novo aumento de casos depois da estabilização deve-se falar mais de “segundo pico” do que de “segunda vaga”, o que não elimina o risco de ressurgimento da pandemia mais adiante.

“Não nos podemos surpreender com um possível ressurgimento de casos, pois continuamos com o risco de contrair o vírus. Se ele tiver a oportunidade, vai voltar”, acrescentou a epidemiologista Maria Van Kerkhove, do Programa de Emergência em Saúde da OMS.

Fonte: EFE