O rapper Kanye West, que no último dia 4 anunciou que se ia candidatar à presidência dos Estados Unidos, registou oficialmente esta quinta-feira a sua campanha na Comissão Federal de Eleições e obteve a aprovação para aparecer nas cédulas que serão disponibilizadas em Oklahoma.

O estado é o primeiro do país em que Kanye foi oficializado candidato, algo que conseguiu à última hora, perto do fim do prazo para apresentar a documentação necessária e pagar uma taxa de 35 mil dólares.

A decisão contradiz uma notícia publicada quarta pela “New York Magazine” que afirmava que o estrategista eleitoral Steve Kramer, supostamente contratado pelo rapper, confirmou que Kanye estava fora da corrida presidencial.

A verdadeira intenção por trás do anúncio de Kanye não é clara, pois embora o nome dele apareça nas urnas em Oklahoma, um estado de apenas 4 milhões de pessoas, o prazo para o registo já expirou em outros seis.

Também resta saber se ele será capaz de reunir as assinaturas necessárias para aparecer nas cédulas dos restantes estados, já que os requisitos são diferentes em cada um.

Kanye também apresentou uma “Declaração de Organização” à Comissão Federal de Eleições (FEC). O documento serve para nomear um comité de campanha e permitir que arrecade e gaste dinheiro em trabalhos eleitorais, após o pagamento de uma taxa de 5 mil dólares.

O documento afirma que o nome do comité de campanha é Kanye 2020, e o partido pelo qual o rapper vai concorrer se chama BDY, abreviação de “birthday” (“aniversário”), provocando um trocadilho com a palavra “party”, que em inglês significa tanto “partido” como “festa”.

No começo do mês, em entrevista à revista “Forbes”, o músico fez várias declarações controversas, como a de que tinha deixado de apoiar o presidente do país, Donald Trump, a quem havia defendido em várias ocasiões.

Poucos dias depois, uma fonte revelou à revista “People” que Kanye estava a viver um surto de bipolaridade, e tanto a sua esposa, Kim Kardashian, como amigos e familiares estavam preocupados com a sua saúde.

Fonte: EFE