Temas como violência doméstica e pessoas com deficiência foram os mais abordados durante os encontros com os especialistas.

 

Desde o início da pandemia de Covid-19 nos primeiros meses do ano, tudo ou quase tudo foi cancelado, limitado e reinventado, e algo que foi preciso ser analisado foi a maneira de conversar e de passar informações às pessoas, seja por reuniões, seminários, fóruns ou debates, dando vida às lives.

São milhares de encontros virtuais todos os dias, não só no Brasil, mas em todo o planeta, surgindo assim um novo jeito de se comunicar com as pessoas.

O Grupo A Hora, foi um dos que tiveram que se reinventar rapidamente, visto que trabalha a todo momento com notícias e informações, e foi através das lives que se conectaram ao que se chama de ‘o novo normal’.

Foram mais de dez lives com vários convidados de respeitabilidade nacional referente às temáticas apresentadas, com a intenção de chamar a responsabilidade da sociedade no que acontece muitas das vezes e passa despercebido às pessoas.

Os temas foram escolhidos a dedo, relata o CEO do Grupo A Hora, o jornalista Fabricio Magalhães.

“Não queríamos fazer só mais uma live, um bate papo entre colegas e amigos ou familiares, queríamos abordar temáticas que mexem com o todo, que mudam vidas, pensamentos e a maneira de agir, daí a realização de mais de dez encontros, programados, agendados e estudados antes que pudessem ser exibidos” – acrescentou Fabricio Magalhães.

A jornalista Paula Tooths, parceira do Portal Na Pauta Online, pertencente ao Grupo A Hora, ajudou no processo da escolha das temáticas e na escolha dos convidados.

“Confesso que foi uma tarefa difícil e de muita responsabilidade. Tínhamos o desafio de produzir um conteúdo que pudesse ser exibido ao vivo, com temáticas apelativas, mas que fizessem a diferença no pensar das pessoas que assistissem essas lives” – conta Paula Tooths.

Fabricio Magalhães, explicou que assim que definiam o tema, começavam a pensar quem seriam os debatedores, os convidados. “Tinham que ser pessoas que são envolvidas com as causas e temas os quais seriam debatidos, pessoas que tem um reconhecimento nacional por suas lutas e defesas. Felizmente obtivemos êxito em todos os convites que fizemos, para que estas pessoas estivessem debatendo, concordando ou discordando do que seria discutido e respondendo questionamentos feitos por quem estava assistindo” – completou o diretor.

A jornalista Paula Tooths, diz que a cada nova live realizada, era um misto de alegria e ao mesmo tempo de espanto, de assistir e aprender com quem tinha domínio dos temas, mas faziam questão de expor didaticamente suas opiniões, para que pessoas leigas nos assuntos debatidos pudessem aprender algo.

Entre os nomes que participaram das produções já exibidas estão o ex-ministro do TSE e presidente da Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do CFOAB, Joelson Dias; Auditora Fiscal do Trabalho – SC, Luciana Xavier Sans;  professora de Direito Internacional e Comparado da USP, Maristela Basso; Doutora em Direito, Elizete Lanzoni; Doutora em Teorias Jurídicas Contemporâneas, Soraia Mendes; Mestre em Ciências Penais, Natália Carvalho; Mestre em Direito, Aline Mendes; Analista Judiciária do TRT – SC, Ana Paula de Bona; Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB – Santos (SP), Cristiane Zamari; Doutora em Direito Penal, Alice Bianchini; Membro da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-ES, Maristela Lugon; Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-PI, Joaquim Santana; Mestre em Direito, Relações Internacionais e Desenvolvimento, Edith Giolo; Vice-Presidente do COMPED de Salvador – BA, Rosana Lago; Especialista em Direito Civil, Lister Albernaz; Mestre e Doutora em Direito Público, Marilda Silveira; Presidente da Comissão de Direitos das Mulheres – IBRAPEJ – RJ, Fabiana Marques; Delegada da Polícia Civil de Goiás, titular da 1ª DEAM, Paula Meotti; Analista Judiciária do TRE-MG, Sabrina Braga; Juiz Federal, Roberto Veloso; Auditor Fiscal do Trabalho – GO, Arnaldo Bastos, entre outros.

O CEO do Grupo, jornalista Fabricio Magalhães, foi o mediador de todas as lives organizadas pelo grupo e relatou que para ele foi um grande desafio e responsabilidade, uma vez que não conhecia pessoalmente a maioria dos convidados, e que a cada novo tema escolhido, era preciso fazer o dever de casa e estudar a temática para que a mediação não fosse um mero ‘passar a palavra’ aos debatedores.

“Aprendi muito, mas muito mesmo, foi um dos trabalhos mais dignos e gratificantes que pude realizar, e confesso que apesar de ser um misto de temas, as questões que dizem respeito à violência contra as mulheres e a questão da pessoa com deficiência, foram os temas que mais me chamaram atenção. São problemas que acontecem todos os dias, são ações e reações que deixamos passar despercebidos, e muitas das vezes nos fazemos de cegos e achamos que não é conosco. Precisamos aprender que as pessoas com deficiência não são invisíveis”, finalizou Fabricio Magalhães.

Todas as lives realizadas pelo Grupo A Hora, tiveram intérprete em libras e foram debatidos os seguintes temas: ‘Pessoas com deficiência, medidas de enfrentamento à violência e os desafios da inclusão e da igualdade de gênero’; ‘Lei 14022 – Combate à violência Doméstica’; ‘Como tem sido o atendimento as mulheres vítimas de violência doméstica nas delegacias’; ‘Direitos do consumidor com deficiência’; ‘O mercado de trabalho tem contemplado as pessoas com deficiência?’; ‘Consequências do dissenso na ordem internacional e o fim da era do consenso’; ‘Pandemia, home office e a produtividade do poder judiciário’; ‘Pandemia Covid-19 e eleições 2020, o que eles pensam?’.

As próximas lives estão agendadas para 21 e 29 de setembro com os temas “A pessoa com Deficiência e as Eleições 2020” e “A importância de falar sobre residência inclusiva e moradia independente” respectivamente.

* Originalmente publicado no Portal Terra em 22 de setembro de 2020.