A esperança média de vida no Brasil chegou aos 76,6 anos em 2019, mais três meses a respeito de 2018, confirmando a trajetória ascendente do país desde 1940, época em que era apenas 45,5 anos, informou o Governo.

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, por género, a esperança média de vida é mais elevada entre as mulheres do que entre os homens.

A esperança média de vida entre os homens subiu de 72,8 anos em 2018 para 73,1 em 2019, enquanto entre elas passou de 79,9 para 80,1 anos.

De acordo com o IBGE, a maior longevidade das mulheres repete-se em todos os grupos etários, sendo mais intensa entre os 15 e os 34 anos. Em 2019, um homem de 20 anos de idade tinha 4,6 vezes mais probabilidades de não chegar aos 25 do que uma mulher na mesma faixa etária.

O fenómeno, segundo observou a instituição, pode explicado pela “maior incidência de mortes por causas externas ou não naturais”, tais como homicídios, suicídios e acidentes, que “atingem a população masculina com maior intensidade”.

As estatísticas mostram que, no geral, a população em todos os estados do norte e nordeste do país, os mais empobrecidos, vive menos do que a média nacional, enquanto que os do sul e sudeste, os estados mais desenvolvidos, têm uma esperança de vida mais elevada face ao dado nacional.

Entre os 27 estados brasileiros, a região sul de Santa Catarina tem a maior esperança de vida, com 79,9 anos, acima da média nacional, enquanto o empobrecido Maranhão, no nordeste, tem a mais baixa, de 71,4 anos.

Os dados confirmam a tendência ascendente da longevidade dos brasileiros ao longo das últimas oito décadas.

“Em 1940, a população com 65 anos ou mais representava 2,4% do total. Em 2019, a percentagem passou a 9,5%”, sublinhou o IBGE.

O estudo também observou que a mortalidade infantil no país caiu no ano passado: a probabilidade de um recém-nascido não completar o primeiro ano era de 11,9 por mil nascimentos, em comparação com 12,4 mortes por mil nascimentos em 2018.

Para crianças menores de 5 anos, a taxa de mortalidade também caiu, de 14,4 mortes por 1.000 em 2018 para 14,0 mortes por 1.000 em 2019.

Fonte:EFE